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quarta-feira, 4 de março de 2009

Safari 4 Beta acelera a navegação na web

Com mais de 150 novos recursos, alguns deles chamam a atenção, como o Top Sites, que reúne miniaturas dos sites visitados em uma só página, e o histórico com buscas e visualização em Cover Flow.
A Apple lançou (24/fevereiro) um beta público do Safari 4 para Mac OS X e Windows, afirmando que a nova versão vem com mais de 150 recursos, muito deles novos. O Safari 4 representa uma avanço técnico em relação à versão anterior do navegador. Veja o que mudou.

Velocidade máxima
A grande notícia por trás do Safari 4 é a introdução do Nitro Enigine, um mecanismo rápido que executa JavaScript até 30 vezes mais veloz que o Internet Explorer 7, e três vezes mais rápido que o Firefox 3.

Além do novo mecanismo JavaScript, o Safari 4 parece carregar sites muito rápido, embora seja algo difícil de medir em uma rede em alta velocidade. E ele passou no teste Acid3, que checa a compatibilidade de um browser com certos padrões da web, com uma nota máxima (100).

O Safari 4 também já adotou novas tecnologias, como compatibilidade de mídia com HTML 5 (tornando mais fácil inserir áudio e vídeo a sites) e compatibilidade offline (para aplicativos na web que podem rodar mesmo sem conexão à web), além de efeitos em CSS (para rodar animações sem códigos complexos ou o uso de Flash) e carregamento “especulativo” (que carrega os arquivos necessários para ver uma página antes que você precise deles.)

Top Sites
Uma das mudanças mais perceptíveis no Safari 4 é a página Top Sites, que atua como página inicial no navegador (pode ser desabilitada nas preferências do Safari, se não gostar dela). Como o Speed Dial no Opera, a extensão Speed Dial para Firefox e o recurso Most Visited no Google Chrome, o Top Sites mostra uma página com miniaturas dos sites, tornando fácil visitar uma página com apenas um clique. No modo Edit do Top Sites, você pode ainda usar um alfinete e prender os sites em determinadas posições na tela.

E dá para escolher três tamanhos de ícones para o Top Sites: o modo Large mostra seis sites, o Medium mostra 12 e o Small, 24 sites distintos. Esse recurso não serve apenas para mostrar uma prévia dos sites: o Safari avisa, com uma “dobra” e uma estrela branca, que aquele site foi atualizado.

Outro recurso do Top Sites é uma caixa de buscas para seu histórico de navegação. Clique na caixa e você verá uma visualização estilo Cover Flow dos sites que visitou. Conforme digita o termo, o número de sites mostrados diminui, por conta do filtro de buscas. O Safari 4 não busca apenas o título ou a URL do site que você procura; qualquer termo na página funciona também.

Mudanças na interface
Se você usa abas, uma mudança visível - e aparentemente irritante para os usuários - é que elas mudaram de lugar: sairam da parte inferior da barra dos favoritos e foi para o topo da janela, acima da barra de endereços.

Ao colocar as abas em um local onde a maioria das janelas de sites mostra um título, os desenvolvedores do Safari abriram mais espaço para as páginas da web - uma consideração importante para quem usa notebooks.

Os campos de endereço e de buscas no Google ficaram mais “espertos” nesta versão do Safari. Conforme você digita o endereço de um site, o Safari mostra um menu drop-down com o que ele acredita ser a melhor resposta - pressione Return e visite a página. Isso também vale para a caixa do Google, com opções de sugestões de busca.

Ferramentas para desenvolvedor
Se você cria sites, o Safari 4 oferece diversas novas ou melhoradas ferramentas de desenvolvimento para ajudar a criar sites mais eficientes. Um inspetor completo de web permite ver a estrutura da página, debugar JavaScript e otimizar o desempenho. Um inspetor de elementos mostra o CSS e faz mudanças que podem ser vistas em tempo real. Um painel de recursos mostra a ordem de carregamento e tempo para cada elemento da página, mostrando onde podem ocorrer possíveis gargalos.

No Windows
Quem usa o Safari no Windows pode usar todos os recursos discutidos aqui, e ainda conta com algumas mudanças exclusivas para essa plataforma. Até agora, o Safari no Windows parecia muito com sua versão de Mac - interface, botões e até fontes vindas direto do Mac OS X. Embora o Safari pareça perfeitamente “em casa” no Mac, ele ficava deslocado no Windows XP ou no Vista, com um visual diferente de todo o resto nesses sistemas (exceto o iTunes, claro).

O Safari 4 Beta resolve esse problema ao adotar um visual nativo do Windows, incluindo renderização de fontes nativa do Windows (que pode ser alterada para fontes do Mac nas preferências do aplicativo). Agora, o Safari parece se integrar melhor ao sistema operacional.

Primeiras impressões
O Safari 4 Beta traz novos recursos bastante úteis - tanto para usuários finais quanto para desenvolvedores - a um navegador que já era muito bom. Embora leve algum tempo para se acostumar às abas no topo da janela, o Safari 4 tem como grande diferencial sua velocidade e eficiência. Temos ainda que esperar pela versão final para um review completo, mas baseado no que vimos até agora, essa versão é bastante impressionante.

Faça o download gratuito no http://www.apple.com/safari/

Todo poder ao design

Gigantes dos produtos de consumo recrutam designers para o topo da hierarquia corporativa como forma de valorizar suas marcas - e ganhar competitividade

Em meio aos diversos significados que a palavra "design" adquiriu com o passar dos anos, o mais utilizado do ponto de vista do marketing está relacionado à ideia de sofisticação e exclusividade. Foi com esse sentido que os setores da moda, de artigos de luxo, automóveis e eletrônicos se apropriaram do termo para aumentar o prestígio - e o preço - de seus produtos.

Mas o conceito original de design é muito mais amplo: envolve todo o processo de concepção e fabricação de um produto, seja ele um apontador de lápis ou um tanque de guerra. É justamente dentro dessa abordagem mais ampla que o design experimenta um renascimento entre as empresas globais de produtos de consumo. Proprietárias de um portfólio gigantesco de marcas e espalhadas por dezenas de países, grandes corporações têm utilizado as possibilidades oferecidas pelo design para reforçar suas marcas e aumentar suas vantagens competitivas em relação aos concorrentes. E, para conduzir esse processo, têm destacado designers para assumir postos em seu primeiro escalão - como vice-presidente ou mesmo como chief design officer, cargo que se equipara ao de executivo-chefe das áreas de marketing, operações ou finanças. Com essa posição, eles têm poderes para intervir em praticamente todas as áreas da companhia, das fábricas à cadeia de suprimentos e distribuição.

O exemplo mais notório dessa nova tendência é a Coca-Cola, companhia símbolo do consumo global e dona da marca mais valiosa do mundo, avaliada em 67 bilhões de dólares. Com operações dispersas por mais de 200 países, a direção da Coca-Cola percebeu que a força da marca-mãe - justamente seu maior ativo - acabava dispersa em meio a um imenso catálogo de produtos e marcas. Em 2004, a Coca-Cola contratou o designer americano David Butler para pôr ordem em um universo formado por 450 marcas de bebidas, produzidas em 900 fábricas, distribuídas em 20 milhões de pontos-de-venda, transportadas em 500 000 caminhões e acondicionadas em 10 milhões de geladeiras e máquinas de venda automática. Desde que assumiu o posto, Butler já realizou uma série de reformas que envolvem redesenho de embalagens, mudanças nas geladeiras usadas pela empresa - que consomem 40% menos energia do que as antigas - e uma nova configuração dos caminhões. Atualmente, está em teste no mercado chinês uma das últimas criações de sua equipe. Trata-se de uma máquina de venda automática com tela sensível ao toque que exibe filmes e toca música.

Entre todos os lançamentos criados sob supervisão do novo departamento de design da Coca-Cola, o que provocou maior impacto foram as garrafas que ilustram esta reportagem. Produzidas de alumínio, elas se resfriam mais rapidamente - ou seja, exigem menor gasto de energia em refrigeração. Também vêm acondicionadas em caixa de papelão reciclado, o que reforça o apelo ecologicamente correto. Ao mesmo tempo, resgatam elementos clássicos de design da marca, como o formato da garrafa, as cores e a logomarca em destaque. "A Coca-Cola tem uma marca poderosíssima e com um arsenal de recursos quase infinito. O que a nova equipe está fazendo é resgatar e valorizar essa herança", diz Ricardo Fort, diretor de marketing da Coca-Cola no Brasil. Por enquanto, as garrafinhas de alumínio, batizadas de contour ("contorno", em inglês), são vendidas apenas em promoções especiais - no Brasil, por exemplo, foram vendidas em casas noturnas durante a Olimpíada de Pequim, evento que tinha a Coca-Cola entre os patrocinadores. Mas há outras mudanças já em vigor no mercado brasileiro. Por aqui, onde o consumo de garrafas PET é muito grande, foi adotado um novo modelo de garrafa com uma tampa 4 milímetros mais curta que a anterior. "O objetivo é diminuir a quantidade de plástico da embalagem, uma proposta que não apenas significa maior economia para a empresa como também é um sinal de respeito maior ao meio ambiente", diz Fort. A estimativa é que apenas no Brasil a quantidade de plástico que deixará de ser utilizada com a medida nos próximos três anos será equivalente a 120 milhões de garrafas de 2 litros.

num cenário de negócios cada vez mais agressivo, em que as grandes corporações se digladiam com todo tipo de concorrente - rivais do mesmo porte nos mercados mais desenvolvidos e marcas talibãs nos emergentes -, o design é uma arma poderosa. "Com os produtos cada vez mais parecidos entre si, ganha quem chama a atenção do consumidor, seja pelo preço, seja pela qualidade. Para empresas que já têm uma marca estabelecida e estão sob o ataque de concorrentes, o design oferece uma vantagem competitiva importante", diz o designer Luciano Deos, diretor da consultoria Gad, especializada em projetos corporativos. A operação brasileira da Johnson&Johnson, por exemplo, recorreu ao recém-instalado departamento de design da empresa, em Nova York, para rejuvenescer a marca Sundown, líder de protetores solares no Brasil, com 46% de participação de mercado. Apesar da liderança, pesquisas com consumidores apontavam que o produto tinha um visual envelhecido e muito conservador - o padrão de cores e o estilo da embalagem eram praticamente os mesmos desde o lançamento do produto no país, em 1984.

Com a ajuda de dois membros da equipe do chief design officer da Johnson& Johnson, Chris Hacker, a equipe brasileira mudou o rótulo e as cores. Para desenhar a nova embalagem, os designers americanos visitaram as praias brasileiras no verão de 2007 e 2008, passaram o Carnaval no Brasil e realizaram pesquisas no Rio de Janeiro. Todos os detalhes do projeto foram minuciosamente estudados para implicar o mínimo de custo para a empresa. "Uma mudança desse porte não começa sem uma análise cuidadosa de todos os recursos que temos em nossa fábrica e como podemos fazer mudanças sem ter de investir em novas máquinas ou mudar drasticamente os processos de produção", diz Renato Wakimoto, diretor de embalagens da Johnson&Johnson para a América Latina. Eis mais uma peculiaridade dessa nova abordagem do design: toda criatividade é muito benvinda, desde que ela não traga despesas em excesso.

FonteL Portal Exame

ABRA contesta regras da TV digital

Normas que limitam uso da multiprogramação, um dos principais recursos da tecnologia, seriam prejudiciais ao desenvolvimento do setor

A ABRA (Associação Brasileira de Radiodifusores) questiona as regras criadas pelo Ministério das Comunicações, por meio do ministro Hélio Costa, que não permitem que as TVs comerciais emitam multiprogramação em frequências digitais. Isso impede que os canais digitais seja divididos em quatro, uma das principais vantagens do sistema adotado pelo Brasil.

Em comunicado, a entidade diz que "considera inadequada a medida do governo, uma vez que o padrão escolhido para a TV digital, a partir do japonês e adaptado às necessidades do Brasil, tem como principal característica o multicanal. Não faz sentido proibir a utilização de uma das características principais do sistema brasileiro de TV digital".

Uma das vantagens da multiprogramação é a mobilidade, uma vez que as redes de TVs comerciais tinham projetos para implantação de canais com programação específica para televisões digitais portáteis e para celulares, por exemplo. O mercado também aponta que as normas criadas pelo governo atendem aos interesses de grandes emissoras, que se beneficiam com a falta de concorrência.

A multiprogramação só pode ser utilizada nos canais ligados a órgãos e entidades integrantes dos poderes da União. Portanto apenas TV Brasil, TV Senado, TV Câmara e TV Justiça estão autorizadas a utilizar o recurso.

“Se permitir a multiprogramação sem normatização para uma proposta nova como a TV digital, o governo perde totalmente o controle, e não sabemos quem vai estar autorizado e sem autorização no País”, afirma o ministro

O governo também quer evitar que os canais sejam alugados, vendidos ou usados para proselitismo - tentativa de converter pessoas a aderir a uma religião ou ideia. A normatização do uso dos multicanais poderá ser feita por meio de um decreto da Presidência da República ou de uma portaria do Ministério das Comunicações. “Sentimos que se não fizéssemos alguma coisa, automaticamente iria ter uma verdadeira proliferação de TVs”, completa Costa.

No entanto, o ministro disse que o governo poderá autorizar o uso da multiprogramação para canais comerciais desde que sejam projetos de interesse público, como educação e cultura. No caso específico da TV Cultura, o ministro disse que, como ela está proibida de fazer comercial, pode solicitar a multiprogramação em caráter experimental.

Por Suellen Vallini

Fonte: PropMark

Setor de marca própria prevê crescer 15%

A marca própria dá mostras de que consolidou-se como uma alternativa de economia de gastos para o consumidor, principalmente agora em tempos de crise.

De acordo com a presidente da Abmapro (Associação Brasileira de Marcas Próprias), Neide Montesano, "a marca própria é uma opção que contribui para que o poder aquisitivo do consumidor não seja tão afetado, pois os produtos mantêm a qualidade esperada com um diferencial de preço de até 20%".

A dirigente da Abmapro explica que, com a mudança de cenário na economia nacional, há uma tendência ainda maior de o consumidor experimentar itens com a marca do varejista e do atacadista e comprovar a relação custo-benefício. "Portanto, o setor de marcas próprias deve se beneficiar com a crise. Este ano, estimamos um crescimento de 15%", afirma.

O último estudo realizado sobre o setor entre agosto de 2007 e julho de 2008, pela Nielsen, mostra que o número de itens de marca própria cresceu 31% naquele ano, alcançando um total de mais de 45 mil produtos disponíveis em 25% das 644 empresas participantes da pesquisa.

Além disso, os itens de marca própria estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros, alcançando quase metade das residências do País (48,9%), o que equivale a aproximadamente 18 milhões de domicílios.

"O nosso grande desafio para o ano é comunicar a marca própria para o consumidor final e identificar as oportunidades que podem surgir com a crise", completa Neide.

Fonte: Diário do Grande ABC

Produto nacional deverá tirar lugar de importado na Páscoa


Depois de fechar o mês de janeiro com alta real de 6,5% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado, o setor supermercadista dá indícios que esta Páscoa não deverá ser tão adocicada como o esperado, principalmente em relação aos produtos importados, que, devido à oscilação da moeda norte-americana, ficaram até 20% mais caros este ano.

Para Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a forte valorização do dólar impactou o preço do azeite de oliva, do vinho e do bacalhau, componentes tradicionais da mesa dos brasileiros no período da Quaresma. "As empresas não têm como segurar o repasse dessas altas, portanto, é possível que as classes mais populares substituam os produtos importados por nacionais", diz.

As negociações que estabeleceram o volume de importação de bacalhau ocorridas no último trimestre de 2008 foram prejudicadas pelos quase 30% de valorização da moeda internacional desde setembro até agora, creem especialistas em varejo. Isso fez com que o volume comprado fosse menor; consequentemente, o preço final está mais salgado.

Na avaliação de Honda, muitos consumidores trocarão esses peixes nobres pela merluza ou pescada, importada em grande quantidade da Argentina. As vendas das melhores variedades do bacalhau serão até 10% menores, e os demais produtos estrangeiros poderão amargar queda de até 20% nas vendas. "Esta não será a Páscoa dos sonhos, e os levantamentos prévios mostram que também não estão ruins. Estamos condicionados a fatores como rendimentos e nível de emprego da população."

Preparação

De acordo com Claudio Galeazzi, presidente do Grupo Pão de Açúcar, a companhia está acompanhando o comportamento do consumidor e estará preparada quando o consumidor passar a dar preferência às marcas de segunda linha. "Seremos reativos, agindo conforme o mercado. Temos produtos para todos os consumidores, desde bacalhau do Porto a lascas de bacalhau", ressaltou.

A rede, que é uma das principais importadoras de peixe do País, comprou mais de 9 mil toneladas de peixe, sendo que o bacalhau deverá ter 1,5 mil toneladas vendidas. Por causa das negociações antecipadas, a varejista afirma que a subespécie do Porto está 10% mais barata que no Natal de 2008.

Na categoria vinhos, o incremento esperado nas vendas é de 15% em relação ao ano passado, com destaque para as bebidas portuguesas, comercializadas com preço a partir de R$16,90.

Crescimento

A expectativa do Carrefour para a primeira data comercial mais importante depois do Natal é alcançar média de 10% de aumento nas vendas de pescado e vinhos. A líder do setor supermercadista detalha que o sortimento de peixes nacionais chega a 95 itens, como corvina e sardinha, e, na lista dos importados, estão salmão, filé de merluza, cação em postas e cinco variedades de bacalhau, que correspondem a 20% do total de itens à disposição do público. Na seção de vinhos, o grupo trabalha com 600 referências entre vinhos e espumantes de origem nacional, latino-americana e outras.

Sul do País

Na catarinense Super Muffato, formada por 30 lojas, a oscilação da moeda norte-americana implicou um aumento médio de 10% no valor dos produtos sazonais ligados à Quaresma. Ederson Muffato, diretor da rede, observa que, no Sul do País, o consumo de peixe é muito forte e que o preço mais salgado do bacalhau a princípio não deverá inibir esta tradição. De maneira geral, é esperado um incremento de 10% nas vendas para essa data na comparação com o ano passado.

"Negociamos intensamente com os fornecedores para chegar a um preço aceitável. De setembro para cá, o dólar subiu cerca de 30% e é inaceitável um repasse desta ordem em produtos de gênero alimentício", comenta Muffato. Ele avalia que ainda é cedo para dizer se haverá uma migração para a compra de produtos mais baratos este ano.

De maneira geral, foi mantido o volume de compra de bacalhau do Porto para esta Páscoa, em contrapartida à variedade de peixes mais baratos, como merluza, sardinha e bacalhau Saithe e Zarbo, que está um pouco mais elevada. Parte dos peixes importados é proveniente de Argentina, Chile e Portugal. Já os azeites foram importados da Europa e da Argentina. As redes Wal-Mart, GBarbosa, Sonda e Grupo St. Marche foram procuradas pelo DCI, mas não se pronunciaram sobre o assunto.

Fonte: DCI On-Line

Sadia, Nestlé, Kraft e Bertin investem e setor cresce até 4%


O crescimento da indústria alimentícia está garantido para 2009, mesmo com a crise que afetou grande parte das indústrias e que levou para baixo a demanda e previsões de expansão para o ano.Depois de projeções mais pessimistas, que levantaram a hipótese da mudança do consumo do brasileiro, que optariam por produtos mais baratos em sua cesta alimentícia, fabricantes, como a Nestlé, Sadia, Kraft Foods e Bertin, estão animados com o mercado. Para o ano, o setor aguarda crescimento entre 3% e 4%, segundo estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia).

O setor encerrou 2008 com crescimento de 4,2%, anotando recuo na continuidade do nível de crescimento a partir de setembro. No acumulado dos nove primeiros meses do ano passado, a expansão registrada foi de 5,5%. "O setor teve uma desaceleração de 20% no período e a produção foi ajustada", afirmou o coordenador do departamento de economia da Abia, Denis Ribeiro. De acordo com o economista, um terço dos investimentos previstos deve ser suspenso. No final do segundo semestre de 2008, a associação previu aportes recordes em 2009 de R$ 22 bilhões.

Os fabricantes, por outro lado, confirmam a intenção de continuar investindo. A Nestlé, por meio de nota, informou que os aportes para 2009 estão mantidos. A companhia destacou que medidas que a empresa já toma há alguns anos têm ajudado no período de crise, como ações para "custos controlados, produção adequada e com rentabilidade".

O diretor de Mercado Interno da Sadia, Sérgio Fonseca, afirmou que as características do setor blindam o desempenho das fabricantes. "O setor de alimentos é sempre um dos últimos a serem afetados por uma crise financeira e o primeiro a se recuperar, por se tratar de um gênero de primeira necessidade. Além disso, nestas épocas o consumidor costuma escolher marcas nas quais confia, para não correr o risco de errar durante uma compra", afirmou o executivo. De olho no mercado, Fonseca adianta que novos lançamentos da companhia estão previstos para 2009.

Já a Bertin, empresa detentora de marcas como a Leco, Vigor, Danubio e Faixa Azul, está apostando nos lançamentos e espera, para o fechamento do ano, crescimento de cerca de 15%. "Nos primeiros meses do ano não sentimos nenhum reflexo e nem migração do consumidor para outros tipos de produtos", afirmou o diretor de Marketing da Bertin, Marcos Scaldelai. A empresa que possui produtos lácteos destinados a diferentes públicos, não sentiu nenhuma mudança no perfil do consumo. "O segmento de iogurtes sentiria reflexos mais diretos com a crise, mas isso não ocorreu. Estamos com vendas crescentes", afirmou Scaldelai.

Os impactos e diminuição da demanda também não chegaram na Kraft Foods, fabricante de biscoitos como o Club Social e Trakinas, entre outros produtos alimentícios. As novidades previstas pela empresa são uma aposta para o aumento das vendas da empresa para o ano. "O público busca variedade e o mercado brasileiro tem muito que crescer se comparado com os mercados mais desenvolvidos", afirmou a gerente de biscoitos da Kraft, Ana Ferrel. Caso o consumidor opte pela economia - ou downgrade do consumo - a emjpresa enxerga ainda uma nova oportunidade para o crescimento das vendas de determinados produtos, como os biscoitos em embalagem individual.

Por conta do crescimento esperado, a fabricante de massas J. Macedo prevê investimentos de R$ 175 milhões no período de 2009 a 2012 na modernização e expansão da capacidade de suas unidades produtivas. A unidade em São José dos Campos (SP), será acrescida em 30 mil toneladas e chegará a 93 mil toneladas ao ano.

Esta já é a segunda medida da empresa em 2009. No início de janeiro foi anunciada a aquisição da fábrica mineira de macarrão Chiarini. "Já conquistamos a liderança em vendas na capital paulista e queremos ampliar a nossa participação nos demais mercados de interesse. Como trabalhamos com alimentos básicos, consideramos que o consumo segue o mesmo padrão que no ano anterior", afirmou o presidente da empresa, Amarílio Macêdo.

Fonte: DCI On-Line

Sony Music tem nova logomarca

Gravadora aposenta a nomenclatura Sony&BMG

Após aquisição dos 50% que pertenciam a Bertelsmann (BMG) em outubro de 2008, o grupo Sony anuncia mudanças na identidade visual de seu braço fonográfico. Com a transação, a gravadora aposenta a nomenclatura SONY&BMG e passa a se chamar Sony Music Entertainment. A identidade visual, assim como a razão social, foi alterada e a nova logomarca da empresa passa a ser adotada oficialmente a partir deste mês.

Fonte: PropMark

Playboy divulga serviço exclusivo para celular

Para divulgar novo produto da Playboy, que reserva aos assinantes de pacote de conteúdo via celular material editorial exclusivo, a Neogama/BBH criou campanha de mídia impressa que combina imagens sensuais com títulos provocativos.
As quatro peças trazem a imagem estilizada de um celular, na qual os números das teclas dão espaço a fragmentos de fotos sensuais. Na tela do celular lêem-se títulos como: “Depois da portabilidade, a mulherabilidade”, “Seu celular agora com menos cobertura” e “Se G for sigla para “gostosas”, seu celular vai ser 1000G". As peças estão sendo veiculadas em títulos da própria Editora Abril.


Fonte: PropMark